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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

AS DIABRURAS DE 'MEL' OU A VOLTA DE LAMPIÃO - João Pajeú


CORDEL HISTÓRICO


Com o pseudônimo de João Pajeú, escrevi em janeiro de 2007 o cordel abaixo, sobre um elemento perigoso, apelidado de "Mel", que durante muito tempo aterrorizou a região de Canindé e desafiou a polícia do Estado. O cordel, devido o sucesso que fez, teve cerca de dez reimpressões. O pseudônimo foi também motivo de muita especulação popular. Amanhã, será postado o segundo trabalho com o mesmo tema, relatando a morte de "Mel".

AS DIABRURAS DE 'MEL'
OU A VOLTA DE LAMPIÃO

João Pajeú


Caro leitor, acompanhe
Esta minha narração
De um bandoleiro que vem
Assombrando o meu sertão
Vou narrar neste cordel
As diabruras de Mel
- A volta de Lampião

O mel, todo mundo sabe
É produto natural
Produzido pela abelha
Só faz bem, nunca faz mal
E tem mel apreciado
No engenho fabricado
Que vem do canavial

Porém, o Mel tão falado
É um ente que está
Assombrando todo mundo
Por sua conduta má
Tem astúcia e tem perícia
Engana até a polícia
Do Estado do Ceará

Dizem que conta somente
Com 20 anos de idade
É pequeno no tamanho
Que lhe dá facilidade
Parece que faz mandinga
Tanto some na caatinga
Como some na cidade

É notícia no jornal
No rádio e televisão
Tem seu retrato estampado
Em quase toda edição
Desta forma o Mel tornou-se
Agora o nome mais doce
Pela boca do povão

Entretanto, pra polícia
É nome muito amargoso
Despista toda volante
Que procura esse danoso
Pratica cada papel
Parece até que o Mel
Tem é pauta com o tinhoso

Deixa todo mundo à toa
E boato em todo lado
Embora não seja o Mel
Que tenha um mal praticado
Basta surgir a notícia
Que dão parte na polícia
E logo o Mel é culpado

Assalto, roubo e seqüestro
A cada dia do mês
Mesmo que não seja o Mel
Que tenha feito, talvez
Não se achando o autor
É todo mundo a favor
De que foi ele quem fez

A imprensa, como sempre
O nome dele espalhou
É provável que bandido
Que matou e assaltou
E depois sumiu da zona
Está pegando carona
Na fama que o Mel ganhou

Recentemente um seqüestro
Ocorrido em Aquiraz
Foi notícia na TV
Emissoras e jornais
Mesmo antes da perícia
Se espalhou logo a notícia:
“É o Mel que está por trás!”

Ele é suspeito de tudo
Pela fama que já tem
De alguns crimes de morte
É acusado também
Muitos males já tem feito
Porém nunca foi suspeito
De ter praticado o bem

Assim como Lampião
Naquele tempo passado
Que chamava de “macaco”
O policial fardado
Da mesma fama ele abusa
Pois a polícia o acusa
De matador de soldado

Talvez tenha proteção
E talvez tenha assessores
Que o ajudam fazer
Violações e horrores
Pois é comum ao bandido
Além de ser perseguido
Ter também seus seguidores

Não se sabe mesmo ao certo
Do tal Mel não ser pegado
Pois o sertão está seco
E o mato esturricado
A não ser que o Mel então
Seja igual camaleão
Que se esconde camuflado

Se está solto na cidade
Ninguém disso dá notícia
E é preciso o bandido
Ter muita cuca e malícia
Até proteção de santo
Pra se esconder num recanto
Onde não falta polícia

Comparo Mel com Bin Laden:
Todos dois são foragidos
Descontando a diferença
Lá dos Estados Unidos
Bush tem seu batalhão
Aqui temos pelotão
E ninguém acha os bandidos

Parece que todo mundo
Está desorientado
Pois hoje é quase impossível
Alguém viver encantado
Mas ninguém não tem ideia
Nem do Mel nem da colmeia
Que proteje esse danado

No lugar onde ele passa
Só se sabe o rebuliço
Uns dizem: “Mel fez aquilo”
Outros dizem: “Mel fez isso”
E só se vê viatura
Correndo à sua procura
Sem achar o seu cortiço

Mais uma vez relembrando
O famoso Lampião
Que no Nordeste tornou-se
Um assombro do sertão
Vem o Mel do mesmo jeito
Ganhando fama e conceito
E vivendo à lei do cão

A diferença é que hoje
Tem a tecnologia
Tem rádio que a todo instante
Tudo em quanto noticia
Jornal, TV, Internet
E o Mel pintando o sete
E gozando à revelia

Tem satélite e helicóptero
Cobertura da Embratel
Polícia tem aparato
Dentro e fora do quartel
A mata é quase um deserto
Está todo mundo esperto
Mas ninguém encontra o Mel

Da modernidade o Mel
Por certo tira proveito
Vê TV, escuta rádio
E sabe tudo de eito
E pra se comunicar
Talvez use o celular
Pra seu plano ser perfeito

No “Comando 22”
Também no “Barra Pesada”
Nos jornais da Capital
No rádio, esquina e calçada
Do ponto chique à barraca
O Mel é quem se destaca
A pessoa mais falada

Eu acho que o melhor plano
É contratar caçador
Cabra matador de onça
E de mel bom tirador
Dar a ele condição
E soltá-lo no sertão
Pra caçar o malfeitor

Apesar de caçador
Mentir tanto que suspira
Vende mel de arapuá
Dizendo que é Jandaíra
Mas pegando o Mel de fato
O jornal mostra o retrato
E ninguém diz que é mentira

É preciso que as forças
Promovam melhor exame
Dessa busca contra o Mel
Pra não passar mais vexame
Talvez o seu enxuí
Esteja longe daqui
E coberto de enxame

Não dizemos que a polícia
Está trabalhando mal
Na busca de um celerado
Que é veneno social
Mas um trabalho discreto
Sem barulho, é mais correto
Para pegá-lo, afinal

Notícia desencontrada
Só faz confundir a cuca
Talvez por isso a patrulha
Quando arma uma arapuca
Para pegar o bandido
O plano é quase perdido
Aí nem mel nem cumbuca

Parece que muita gente
Padece é de diabete
Porém, tratar desse assunto
Ao poeta não compete
Aqui findo este cordel
Canindé, ‘terra do Mel’
Janeiro, 2007

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

sábado, 27 de agosto de 2016

Sementes Florestais - Guia para germinação de 100 espécies nativas





Para baixar a publicação click na imagem ou acesse o endereço abaixo.

http://www.globaltree.com.br/uploads/1/1/7/7/11773298/sementes_florestais.pdf

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

AVALIAÇÃO DO EFEITO CICATRIZANTE E ANTIMICROBIANO DA GEOPRÓPOLIS DE Melipona fasciculata Smith DA BAIXADA MARANHENSE

AVALIAÇÃO DO EFEITO CICATRIZANTE E ANTIMICROBIANO DA GEOPRÓPOLIS DE Melipona fasciculata Smith DA BAIXADA MARANHENSE

Aramys Silva dos Reis, Mayara Cristina Pinto da Silva, Anne Karine Martins Assunção, Eder Magalhães da Silva Fialho, Diego Arruda Lopes, Lucilene Amorim Silva, Rosane Nassar Meireles Guerra, Maria Nilce Sousa Ribeiro e Flávia Raquel Fernandes do Nascimento FARMÁCIA-BIOQUÍMICA, UFMA

Introdução: O processo de cicatrização consiste em uma perfeita e coordenada cascata de eventos celulares e moleculares que interagem para que ocorra a reconstituição do tecido. Porém, muitas alterações metabólicas, a exemplo da Diabetes, podem alterar esse processo, levando a um retardo da cicatrização. Vários fatores estão associados ao retardo da cicatrização em portadores de diabetes, sendo os principais a neuropatia, a isquemia, as infecções, a deficiência de fatores de crescimento e matriz extracelular e outros. Sabendo que a geoprópolis de Melipona fasciculata é amplamente utilizada pela população nordestina, e considerando suas propriedades, anti-inflamatória, imunomoduladora e antimicrobiana, esse trabalho tem por objetivo avaliar o efeito cicatrizante e antimicrobiano do extrato hidroalcoólico da geoprópolis de Melipona fasciculata Smith sobre lesões de pele em camundongos diabéticos não obsesos (NOD - Non Obese Diabetic). 


Material e Métodos: Após anestesia, foram induzidas lesões na pele de 40 camundongos NOD fêmeas com 3 meses de idade. Os animais foram então divididos em 4 grupos (n=10/grupo): grupo controle (C) que foi tratado apenas com o excipiente; grupo DFC que recebeu uma pomada composta de desoxirribonuclease (666U/g), fibrinolisina (1U/g) e clorafenicol (10mg/g); grupos geoprópolis (GP2,5 e GP5) que receberam a pomada de geoprópolis nas concentrações de 2,5% e 5%, respectivamente. Os trataments foram aplicados diariamente, por via tópica, até a completa reparação do tecido. Nos dias 0, 3, 6, 10 e 14 foram mensuradas a área da lesão e foi feita a análise microbiológica e histopatológica das lesões. 

Resultados: A partir do 3º dia de tratamento foi observada uma aceleração do processo cicatricial no grupo DFC (35,23%) e no grupo GP5 (39,20%) quando comparados ao grupo C (19,40%). No sexto dia, os dois grupos tratados com pomada de geoprópolis apresentavam uma lesão menor que o controle (C: 26,8%; DFC: 48,9%; GP2,5: 51,16%; GP5: 54,0%). O mesmo padrão de aceleração da cicatrização se manteve no 10º dia (C: 60,8%; DFC: 78,0%; GP 2,5: 88,6%; GP5: 87,0%) e no 14º dia. Houve colonização por bactérias na maioria das lesões, tanto no controle como nos grupos tratados com geoprópolis, entretanto, no grupo DFC foi observada colonização bacteriana somente em 2 dos 6 animais no 3º dia. Conclusões: Os dados mostram que a geoprópolis de Melipona fasciculada da baixada maranhense possui um potente efeito cicatrizante, mas não possui um efeito bactericida ou bacteriostático in vivo. Apoio Financeiro: CNPq, BASA, FINEP, CAPES, UFMA Palavras-Chave: Geoprópolis, Melipona fasciculata, Cicatrização, Diabetes

http://www.pibic.ufma.br/docs/bab653938423dd282156156de2a19cf6.pdf

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas
Uma jovem planta de umburana de cambão